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Marcelo Franco protagoniza acidente espetacular na etapa de Interlagos

Piloto saiu ileso de um forte acidente na Descida do Lago: “Não tenho dúvida de que o Porsche é extremamente seguro”, declarou. Clemente Lunardi também levou um susto ao rodar na reta dos boxes. Acidente pode ser visto em http://www.youtube.com/watch?v=ErPzJFG6g4A

Vencedor de uma corrida da Porsche Cup em 2012 e um dos pilotos de ponta da atual temporada, o piloto carioca Marcelo Franco sofreu neste sábado em Interlagos um dos acidentes mais impressionantes da história da categoria. Quarto colocado na primeira corrida do dia, ele capotou várias vezes seu Porsche 911 GT3 Cup na Descida do Lago, após uma colisão com Sérgio Ribas.

“Fiquei consciente o tempo todo e tive completa noção do que estava acontecendo”, declarou Franco no sábado à noite, já em sua casa. “Quando o carro parou, minha primeira preocupação foi sinalizar a todos que eu estava bem, pois meus pais e minha mulher estavam assistindo a corrida. Eu queria tranquilizar a eles e a todo mundo que estava no autódromo.”

Instantes depois, Franco já estava fora do carro, em pé, e caminhou até o Medical Car que o levou para o centro médico do autódromo, onde nenhum ferimento foi constatado. “De uma coisa estou certo: o Porsche é um carro de corrida muito seguro. Escapei inteiro por causa disso. O dr. Dino (Altmann, médico oficial do Porsche GT3 Cup Challenge) havia dito que eu sentiria algumas dores pelo corpo, mas nem isso estou sentindo”, afirmou Franco nesta segunda-feira.

O acidente aconteceu na terceira volta da corrida, quando Franco ocupava o terceiro lugar e foi tocado na traseira por Sérgio Ribas. “Freei na parte externa do traçado para tentar sair mais rápido e me aproximar do Pedro Queirolo e do Fábio Viscardi, que estavam na minha frente. O Sérgio julgou que eu não voltaria para o lado interno e tentou me ultrapassar. Se eu tivesse visto ele ao meu lado, tentaria tirar”, avalia Franco.

Sérgio Ribas tem visão semelhante sobre o toque que causou o acidente: “Entrei ao lado dele e achei que ele havia me visto. Percebi que ele veio para dentro, mas ali não havia espaço para eu ir mais para dentro e acabamos nos tocando. Foi impressionante. Vi o fundo do carro dele pelo retrovisor, o chão do carro inteirinho em pé. Fiquei muito preocupado, mas logo me avisaram que ele estava bem”, conta o piloto paranaense, que conversou com Franco por telefone na manhã desta segunda-feira.

A capotagem aconteceu porque a roda dianteira direita do carro de Ribas encostou na traseira direita do de Franco – um incidente comum em provas de monopostos, que possuem rodas descobertas, mas raro em corridas de GT. “Foi um toque tão leve que não acreditei quando vi o que havia acontecido”, surpreendeu-se Ribas. Na primeira corrida do dia da Cup, ele havia obtido a vitória entre os pilotos inscritos na classe Master, para pilotos com 50 anos ou mais.

Na primeira corrida do dia da categoria Cup, outro piloto havia passado por um susto, embora bem menor. Clemente Lunardi teve uma pane na suspensão que provocou uma rodada de seu carro em plena reta dos boxes, à frente de outros competidores. O carro parou sem bater em nada e o piloto, duas vezes vice-campeão da Porsche Cup, voltou a pé para os boxes. “A suspensão quebrou quando eu passei pela linha de chegada. Deixei meia aceleração para diminuir a velocidade, mas a roda entrou por baixo do carro e ele começou a rodar. Cravei no freio e, por sorte, não bati no muro e os outros pilotos passaram por mim sem bater”, descreve Lunardi.

Na corrida seguinte, Lunardi obteve o quarto lugar na classificação geral e o primeiro na classe Master: “Foi um final de semana conturbado. Uma pena, porque eu tinha carro para terminar mais na frente. Mas o importante é que ninguém se machucou.”

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