Porsche Cup encara calor recorde em Interlagos no início da primavera

Desde 1943 não era registrada uma temperatura tão alta nessa época do ano na capital paulista

Os carros de competição mais produzidos do planeta desembarcaram em Interlagos para a quarta etapa da temporada e a primeira das rodadas triplas programadas para o calendário.

Junto com a categoria uma onda de calor sem precedentes para o início da primavera também desembarcou na capital paulista. Essa época do ano não registrava temperaturas acima dos 35ºC desde 2014. Os 38ºC de temperatura ambiente geraram picos de 55ºC no asfalto de Interlagos e espantosas temperaturas que passaram dos 60ºC dentro dos cockpits. Foi a maior temperatura na capital paulista desde o início da medição oficial, em 1943.

Há duas semanas a abertura do Porsche Endurance Series no Velocitta, o calor acima dos 30ºC também foi forte e motivou inclusive a antecipação do horário da largada para a prova de 300km em uma hora.

As altas temperaturas não afetam só os pilotos dentro dos carros. As máquinas também sofrem com as temperaturas elevadas. “O alto calor prejudica muito os pneus, as equipes têm que trabalhar com muita atenção na pressão para controlar ao máximo o desgaste que eles sofrem ao longo da corrida. Os compostos chegaram a atingir temperaturas na casa dos 130ºC durante os treinos de quinta-feira. Outra coisa que esse calor afeta é o desempenho dos carros. Existe uma pequena perda de potência e de velocidade de reta por conta da temperatura externa e da pista.” Disse o engenheiro da Porsche Cup, Ricardo Miranda.

Quem também comentou sobre os desafios de acelerar com um calor recorde foi o piloto do carro #8 Werner Neugebauer. Em dupla com Ricardo Zonta, ele venceu a corrida do Velocitta depois de largar da pole.

“Não é comum andarmos em temperaturas tão elevadas quanto hoje. Geralmente essas temperaturas nós pegamos correndo em Goiânia ou no Velocitta. Nos treinos da corrida de Endurance nós treinamos com um calor parecido com esse. E é um desafio imenso, o carro perde potência, o motor não rende bem e o pneu também perde desempenho. É como se estivéssemos andando em uma pista de bolinhas de gude. Precisamos cuidar do carro e nos cuidar também. Nos hidratar e estar com o preparo físico em dia para suportar essa temperatura dentro do carro.”

A sexta-feira promete muito calor novamente em interlagos, os pilotos aceleram com expectativas girando na casa dos 38ºC para os qualis e para a primeira corrida da rodada tripla.

Já no sábado o calor intenso dará uma trégua e poderemos ter chuva em Interlagos para as duas provas do dia.

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