Conheça um pouco mais sobre a mulher por trás de uma das principais categorias de esportes a motor no país

Com mais de 310 mil quilómetros percorridos entre etapas, algo equivalente a dar 72.000 voltas pelo Autódromo de Interlagos, 135 grandes prêmios e 17 anos envolvida no automobilismo, Regina Franzé é há 17 anos uma das responsáveis pelo sucesso da Porsche Cup no Brasil. Desde que os carros de competição mais produzidos no planeta chegaram em território nacional lá em 2005, ela os acompanha.

Em um mundo predominantemente masculino, Regina conta um pouco sobre a sua história no automobilismo, de onde surgiu sua paixão pela categoria e suas dicas para as mulheres que sonham em também viver no mundo das corridas de carro

Confira na integra a entrevista dela para o site da Porsche Cup:

P: Há quanto tempo você está no automobilismo?

R: Estou no automobilismo há 17 anos. Antes da Porsche Cup eu trabalhava nas mil milhas, Endurance.

P: Qual sua função hoje aqui na Porsche Cup

R: Hoje sou diretora de eventos e de Marketing aqui da Porsche Cup.

P: Como o esporte à motor entrou na sua vida?

R: Foi muito por acaso, antes eu trabalhava com aviação, depois que sai da TAM fiquei um tempo parada, abri um negócio próprio. Depois que entrei no Porsche clube como secretária e foi dai que eu comecei a fazer os eventos com os carros de rua. Foi quando eu conheci o Dener, ele tinha equipe nas corridas de mil milhas. Comecei a trabalhar com ele para fazer a parte social, buffet, mobiliário, decoração e recepção dos clientes. Isso eu ainda estava no Porsche clube.

Foi quando o Denis trouxe a Porsche Cup pro Brasil. Quando fui à primeira corrida da Porsche Cup e vi aqueles dezesseis carros, hoje são 48, foi quando me encantei e pedi para começar a trabalhar com ele. E desde então estamos juntos trilhando essa história de sucesso da Porsche Cup no Brasil.

P: Como é ser uma mulher nesse meio predominantemente masculino

R: É um grande desafio, mas é uma satisfação muito grande! Porque você aprende muito, é um esporte apaixonante. Ver os pilotos se desafiando a cada corrida para melhorar. É muito legal, você acaba sempre se superando. Cada corrida diferente, cada autódromo e cada cidade que a Cup passa você conhece gente nova, faz novas amizades então é um mundo bem encantador.

P: Meio do automobilismo, quais foram os grandes nomes das pistas que você conheceu?

R: Os pilotos mais importantes que eu conheci em todos esses anos foram vários, entre eles: Nelson Piquet, Cacá Bueno, Ricardo Zonta, Ricardo Maurício, Giuliano Losacco, Max Wilson, Patrick Dempsey (que veio fazer uma corrida aqui com a gente e corre na equipe da Porsche em Le Mans), Mark Webber (Ex-piloto da F1) além do Emerson Fittipaldi que está sempre nas corridas.

P: Já teve alguma experiência com o carro de corrida?

R: Já andei e olha que eu vou te falar que para guiar um carro de corrida os pilotos têm que ser herói! É um carro que chega a 260 Km/h na reta e parece que o carro não vai frear! É uma adrenalina bem legal! Muito melhor que montanha russa.

P: O que você pode dizer para as mulheres que querem entrar nesse mundo de corridas de carro?

R: O automobilismo não tem muitas mulheres, mas as poucas que temos nesse mundo são apaixonadas por isso! Então todas estudam e querem estar antenadas nos assuntos e se dedicam muito. É um mundo restrito, mas desafiador e encantador.

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