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Entrevista – Clemente Lunardi: “Participar das corridas já é um grande prazer para mim”

Vice-campeão do Porsche GT3 Cup Challenge Brasil, o paulista Clemente Lunardi destacou-se, desde suas primeiras participações, como um dos pilotos mais rápidos da categoria. Em 2006, seu ano de estréia, obteve bons resultados e foi presença constante entre os seis primeiros colocados. Em 2007, venceu uma corrida e lutou pelo título até a antepenúltima etapa. Um retrospecto mais do que suficiente para colocar Lunardi como um dos favoritos ao título de 2008.

Lunardi, entretanto, já tem em seu histórico um título correndo com Porsche. Em 2003, ele foi o campeão do Porsche Club Cup, competição organizada pelo Porsche Club do Brasil para proprietários dos carros de rua da marca. Neste campeonato, que mistura provas de velocidade e ralis de regularidade, Lunardi destacou-se pela competitividade e também pelo desprendimento: ele chegou a abandonar um rali para socorrer um participante que passava por dificuldades. Este espírito cavalheiresco transparece em vários momentos, como se pode ver na entrevista a seguir.

Qual foi o melhor momento da temporada 2007 para você?

Olha, participar da categoria já é um grande momento. O ambiente é muito bom, existe um companheirismo que infelizmente se tornou raro em outros campeonatos. Mas, se eu tiver que escolher um fato… Acho que foi a confirmação de que, com um carro bom, eu posso andar na frente. Nas primeiras provas do ano, eu fazia um esforço enorme e não conseguia acompanhar o ritmo dos líderes. Pedi para revisarem profundamente meu carro e descobriram um desajuste mínimo, coisa imperceptível à primeira vista, mas cuja solução fez toda a diferença nas provas seguintes.

E aí você venceu em Curitiba (prova 7). Foi seu ponto alto na temporada…

Em termos de resultado, foi. Mas como corrida, como atuação minha, a prova que deu mais satisfação foi a de São Paulo, sob chuva (prova 15). Eu nunca havia guiado o Porsche 911 GT3 Cup com pista molhada, mas me adaptei rapidamente e poderia até brigar pela vitória. Disputei o segundo lugar com o Otávio (Mesquita), mas meu objetivo era assegurar o vice-campeonato e o terceiro lugar já era suficiente para isso.

O que você espera da categoria para 2008, com os carros novos (geração “997”)?

A expectativa é grande porque o carro novo é muito diferente do “996” com que corremos até 2007. É mais potente, tem suspensão uniball, câmbio seqüencial, freios sem ABS… E é mais rápido também. Todos os pilotos do Porsche GT3 Cup correm para ganhar, mas com a responsabilidade de ser competitivo sem passar dos limites. Graças a isso, a categoria melhora a cada prova. Acho que vai ser um ano muito bom, como todos foram até agora.

Você começou a correr há apenas quatro anos. Não teve nenhuma experiência anterior a isso?

Tive. Fiz uma temporada de Fórmula 200, karts com motor de motocicleta. Foi no começo da década de 1990, nem lembro o ano. Eu era competitivo, fiquei em quarto no Campeonato Paulista. Mas parei porque aqueles karts eram velozes demais e comecei a achar perigoso. Parei e voltei a correr na Maserati em 2004. Em 2006, estreei no Porsche Cup e fiz a Mil Milhas com um Corvette, ao lado do Paulo Gomes e do Alencar Júnior.

Para terminar: cite um momento marcante da sua carreira nas pistas.

Todos os momentos são marcantes para mim. Eu uso as corridas para me divertir. Gosto do “antes”, do “durante” e do “depois”. Felizmente, tenho amizade com todo mundo e o ambiente do Porsche GT3 Cup é muito agradável. Acho que nós, “caipiras paulistas”, também contribuímos para isso. Todos brincam uns com os outros até a hora de entrar no carro. Na pista, todos querem ganhar, mas respeitam os adversários. Tudo isso me agrada e proporciona muitos momentos de prazer.

Reprodução de textos e fotos autorizada para uso jornalístico. Créditos: Divulgação Porsche GT3 Cup (texto) e Vinicius Nunes/divulgação Porsche GT3 Cup (fotos).

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