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De Nova Prata para o livro dos recordes da Porsche Cup: A jornada de Miguel Paludo

Os adjetivos e conquistas que acompanham o nome de Miguel Paludo já são conhecidos por todos os fãs, pilotos e integrantes da Porsche Cup. Oitavo maior piloto em número de largadas, segundo maior vencedor da categoria e maior campeão pilotando os carros de competição mais produzidos do planeta, com sete troféus conquistados.

Mas, a jornada de Paludo começou ainda no Rio Grande do Sul antes de desbravar o mundo. Com 11 anos começou a correr no kartismo regional e sempre alimentou a paixão pelo automobilismo. Do indoor, para os karts mais potentes até os carros de turismo do automobilismo gaúcho.

Sempre competitivo, as corridas na região sul do país já colocaram os talentos do jovem piloto à prova. Junto com seu irmão, Miguel estreou nos carros no TC 1600, categoria recém-criada na região sul, com um bom resultado em Tarumã, e venceu em sua quarta corrida pela categoria.

Foi então que ele concluiu que era hora de dar mais um passo em sua carreira nas pistas.

A chegada na Porsche Cup aconteceu em 2008, após alguns anos de sua mudança para os carros de turismo. Miguel chegou com seu próprio GT3, que havia comprado com seu irmão para outra competição.

“Lembro bem da conversa com o Dener, foi no Shopping Morumbi! Acertamos para fazer aquela etapa com o nosso carro, ele estava com 30cv a menos que os outros e demoraria algumas etapas para o carro estar equalizado, mas aceitamos mesmo assim! E deu tudo muito certo, consegui chegar duas vezes em P3 na etapa inaugural.”

A temporada de 2008 terminou com Paludo ganhando o título em sua primeira categoria.

Em 2008, o gaúcho de Nova Prata ainda teve um desafio extra na temporada, assim que estreou na categoria, prometeu para sua atual esposa que a pediria em casamento em caso de título. O caneco e a aliança chegaram na última curva da última volta em disputa contra Constantino Jr.

2009 foi ano de domínio para Paludo, 10 vitórias em 16 possíveis e bicampeonato da Porsche Cup para o piloto.

Foi então que a carreira de piloto decolou e a vida de Paludo mudou. De mudança para os Estados Unidos no fim do ano, Paludo entrou em contato com Laerte Zatta, engenheiro que conhecia o mundo da NASCAR. Foi então que ele teve seu primeiro contato com a principal categoria de turismo dos EUA. Passou pelas categorias inferiores da NASCAR e chegou a correr na temporada completa da Truck Series, completando ao todo três temporadas no certame. Tendo em 2013 sua temporada de maior sucesso nos EUA, onde terminou a Truck Series na 9ª posição da tabela, subindo ao pódio em três oportunidades, além da Pole-Position em Pocono.

“2009 foi um ano de mudanças na minha vida, casamento, uma casa para morar aqui no Brasil, me mudei com minha esposa e no fim do ano decidi que queria ir para os EUA, foram alguns movimentos que me fizeram chegar até aqui hoje”.

Em paralelo aos esforços no automobilismo norte-americano, Paludo acelerou em algumas oportunidades na Porsche Cup. Em 2010 conquistou vitórias pela categoria

2014 o piloto teve um ano sem acelerar, fazendo apenas 1 corrida no Azerbaijão com um velho conhecido, e correndo de BMW pela equipe de Washington Bezerra.

Em 2015 uma das parcerias de maior sucesso da história da Porsche Cup começou a tomar as pistas do Brasil, Miguel Paludo e o carro vermelho #7 da Brandt passaram a fazer parte do certame e a história voltou a ser escrita pelo piloto na Cup.

Miguel Paludo e Rick Brandt, dono da Brant, patrocinadora que está com Miguel até hoje, se conheceram em 2013 na NASCAR, após Rick patrocinar Miguel por uma corrida, quando o brasileiro perdeu seu patrocínio na categoria. Em 2015 o americano estava no Brasil e Paludo viu a oportunidade de voltar a correr na Porsche Cup. Após entrar em contato com o amigo, Paludo fechou a parceria para acelerar novamente na categoria. O contrato que era de uma corrida, virou de 3, depois 6 e estão juntos até hoje.

E a parceria rendeu ótimos frutos. Miguel voltou ao certame em 2015, por dois anos não conquistou títulos, mas voltou a faturar o caneco em 2017, quando se sagrou campeão da Endurance Series, seu único título nas corridas longas até agora. No mesmo ano se sagrou campeão overall, que premia o piloto com o melhor desempenho somado nos dois naipes, Endurance e Sprint.
Em 2018 e 2019, Paludo não conquistou títulos, mas continuou empilhando pódios e vitórias na categoria. A volta ao lugar mais alto do pódio aconteceu em 2020, quando conquistou seu sexto título. Em 2021 Paludo conseguiu a defesa do posto de campeão e venceu também a Carrera Cup Sprint Series conquistando seu sétimo título somado na categoria.

Os números são ainda mais impressionantes, pois nos anos que não foi campeão das corridas curtas, Paludo terminou em todos na segunda colocação disputando o campeonato.

Detentor de diversos recordes na categoria, como os de maior vencedor de Interlagos, volta mais rápida no principal palco do automobilismo nacional além do maior campeão da Porsche Cup, Miguel não pensa nos números quando se senta no carro.

Os números não mentem sobre a importância de Miguel Paludo na categoria. Além dos 7 títulos, o piloto soma 150 largadas (8ª maior marca) 22 pole positions overall (recordista) 36 vitórias overall (2ª maior marca) 34 vitórias na Sprint Series (2ª maior marca)

“Os números são ótimos, é muito legal estar na história da categoria como um dos principais nomes que passaram aqui, mas eu sempre penso no campeonato. As corridas são esquecidas semanas depois de acontecerem, o campeão é lembrado para sempre.”

Junto com sua volta para os carros de competição mais produzidos do planeta, e com os resultados obtidos na Porsche Cup, Miguel pode enfim voltar ao automobilismo norte-americano. Junto com sua inseparável patrocinadora, Paludo voltou a figurar no grid da NASCAR nas últimas temporadas em provas específicas, correndo em palcos consagrados do automobilismo mundial, como Daytona (em sua versão Roval) e COTA, um dos palcos da F1 no país. Entretanto, o maior sonho da carreira do piloto ainda está para ser conquistado: Vencer uma corrida na NASCAR, principal categoria de turismo dos Estados Unidos.

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