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Entrevista – Marcel Visconde: “O gostinho de andar na frente é muito bom”

Em várias ocasiões, Marcel Visconde chamou a atenção nas corridas do Porsche GT3 Cup Challenge Brasil em 2007. Mesmo sendo o menos experiente entre os pilotos que terminaram o campeonato nas primeiras colocações, ele foi presença constante na luta pelo pódio. Obteve um segundo e dois terceiros lugares e terminou o ano em quinto, sua melhor colocação final em um campeonato.

Assim como seus irmãos Omilton e Henry, que também disputam o Porsche GT3 Cup, Marcel chegou à categoria tendo no currículo algumas vitórias em competições do Porsche Club Brasil. Depois de duas temporadas em que se destacou pela regularidade (detém o recorde de 19 provas consecutivas sem abandonos), Marcel chegou ao grupo de pilotos de ponta do Porsche GT3 Cup em 2007. E tem boas perspectivas para 2008, como revela nesta entrevista.

Qual foi o melhor momento da temporada 2007 para você?

Foi em Curitiba (prova 7). Liderei umas 12 voltas, a maior parte da corrida, com três ou quatro pilotos logo atrás de mim. O gostinho de andar na frente é muito bom. E o pior momento da temporada aconteceu nessa mesma prova, a duas voltas do final, quando fui ultrapassado…

O que você espera do Porsche GT3 Cup para 2008, com os carros novos (geração “997”)?

Acho que o campeonato vai crescer muito e a competitividade vai aumentar. Os carros são bem diferentes, com câmbio seqüencial e suspensão mais rígida. O 911 GT3 RSR, com o qual corri na Mil Milhas, tem a mesma concepção do 911 GT3 Cup. Deu para perceber que o carro novo será um pouco mais dócil, mais fácil de guiar. Será mais rápido também, mas coisa de dois ou três segundos. Não é uma diferença que intimide a quem correu com os “996”.

Cite um momento marcante da sua carreira nas pistas.

É difícil mencionar, até porque a temporada de 2007 foi apenas a terceira que fiz como piloto. É pouco tempo… Talvez a Mil Milhas de 2005, que foi a minha estréia pilotando um dos primeiros 911 GT3 Cup que vieram para o Brasil. Foi uma “primeira vez” com certa responsabilidade, porque queríamos divulgar a categoria, que começaria naquele ano, e mostrar que o carro era rápido e durável. Fiz um quarteto com o Raul Boesel, o Max Wilson e o André Lara. E eu estava morrendo de medo de estragar o carro! Para complicar, começou a chover assim que entrei na pista. Depois ela secou e andei melhor.

E como foi estrear direto em uma corrida importante, e com um Porsche?

Foi legal, principalmente porque eu não tinha nenhuma pressão, nenhum compromisso. Eu sempre gostei de corridas, mas nunca havia pensado em participar delas. Antes dessa Mil Milhas, a minha experiência de pista era a do Porsche Club Brasil, com os carros de rua. Ganhei algumas Flying Lap e comecei a me envolver mais com automóveis, com a marca… As coisas evoluíram e, quando dei por mim, estava no cockpit. Já fiz três Mil Milhas, todas com Porsche, e terminei as três em colocações entre quinto e oitavo lugar. Até agora, tudo está sendo muito bom. Espero que continue assim.

Reprodução de textos e fotos autorizada para uso jornalístico. Créditos: Divulgação Porsche GT3 Cup (texto) e Vinicius Nunes/divulgação Porsche GT3 Cup (fotos).

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