Perfil piloto – Rodolfo Toni: As pistas e os negócios aceleram juntos

A vida de Rodolfo Toni nas pistas começou “depois de velho”, mas o piloto não esconde que a paixão por carros de corrida vem de muito antes de se sentar pela primeira vez no cockpit.

Nascido na geração que viu o ídolo Ayrton Senna exibir todo seu talento nas pistas, a perda precoce do herói das manhãs de domingo não afastou o pequeno Rodolfo Toni da frente da televisão em dias de corrida. Mas a paixão pela pista não era apenas dos carros de fórmula. O piloto sempre acompanhou as outras categorias de turismo do cenário nacional e internacional.

“Eu sempre fui fã de automobilismo. F1, DTM, Stock Car. O que estivesse passando de corrida na televisão eu estava sentado assistindo.”

E toda essa paixão pela velocidade começou a ser saciada já nos anos 2010, quanto começou a participar dos eventos de track day que algumas montadoras oferecem ao longo do ano de competições. Aquela experiência nos track days que começou como uma brincadeira para matar a vontade de correr foi tomando contornos mais sérios, e o automobilismo entrou de vez em sua vida nos anos seguintes.

O começo como piloto foi distante dos carros de competição mais produzidos do planeta. Rodolfo passou por algumas categorias de turismo que hoje já não fazem mais parte do calendário do automobilismo nacional antes de desembarcar no cockpit do 911 GT3 Cup.

A chegada na Porsche Cup foi no final de 2012. Assumido amante da Porsche, Rodolfo Toni desde então é figura constante nos grids da Cup. Nesse período, só no ano de 2016 não realizou a temporada completa por conta de outros compromissos.

“O ambiente da Porsche Cup sempre foi muito favorável para o nosso desenvolvimento como piloto. Eu nunca cheguei a pensar em ser piloto profissional quando era mais novo, nem sequer comecei a correr de kart. Hoje em dia, me sinto desenvolvido no mundo do automobilismo por conta de todo esse suporte que a Cup dá aos pilotos.”

Toni guarda com carinho as lembranças de uma vitória em sua primeira temporada completa no grid da Cup. Era final de semana de Fórmula 1, e a vitória em Interlagos com o lendário traçado paulista montado para receber a categoria máxima do esporte a motor emocionam o piloto até hoje.

Outro momento que marcou a vida dele dentro da Cup foi uma vitória no Endurance Series no Vello Città, junto com Dennis Dirani. Onde os dois carros da Shell cruzaram juntos a linha de chegada. No outro carro vermelho e amarelo estavam Ricardo Zonta e Lico Kaesemodel.

As pistas proporcionaram para Rodolfo Toni não apenas o prazer de se tornar um piloto de automobilismo, mas também boas amizades com quem ele desbravou não só o mundo do esporte a motor, como no caso do amigo JP Mauro, com quem correu na Europa durante uma temporada inteira, passando pelas principais pistas do velho continente. Como a amizade com os pilotos resultou em frutos profissionais com outros integrantes do grid.

Hoje dois sócios no mundo empresarial foram conhecidos nas idas e vindas de um final de semana de corrida da Porsche Cup Brasil.

A temporada no GT europeu junto com JP Mauro rendeu passagens e um bom ano no Turismo local. Com corridas em Paul Ricard, Monza, Spa-Francochamps, Hungaroring e Silverstone. A dupla brasileira não se sagrou campeã do GT Open por poucos pontos.

“Foi uma experiência e tanto ter corrido essa categoria na Europa. Nós assinamos o livro de Monza por vencer lá logo abaixo do Charles Leclerc (piloto titular da Ferrari na F1) que havia vencido o Grande Prêmio na semana anterior. Nós só não fomos campeões lá na Europa pois faltou a estrutura que temos na Porsche Cup aqui do Brasil.”

Saindo das pistas, Rodolfo Toni tem essa paixão por carros como um hobby, declarado amante das máquinas ele entrega que a paixão não é só nas pistas. Outro hobby dele é a gastronomia. Toni gosta de cozinhar para os amigos e por prazer. Além da cozinha, a paixão por vinhos é algo a se destacar na vida do piloto fora das pistas.

Rodolfo não esconde a ansiedade para voltar a acelerar o Porsche nas pistas. Apesar de ter realizado a primeira prova, que deu para matar um pouco essa vontade, ele tem treinado de kart para manter um pouco dos reflexos enquanto espera o momento certo de voltar a sentar atrás do volante.

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