Marçal Müller espera uma boa temporada para defender seu título da Carrera Cup 4.0 Sprint

Atual campeão da categoria Sprint volta as pistas com a estratégia de manter a consistência nos resultados obtidos nas etapas para poder brigar pelo título mais uma vez.

Atual campeão do Sprint Series Carrera Cup 4.0 Marçal Müller está confirmado mais uma vez no grid dos carros de competição mais produzidos do planeta. Vencedor da primeira etapa do ano passado da categoria e dono de resultados muito consistentes que garantiram que Marçal subisse quatro vezes no pódium durante a temporada.

Müller acelera seu Porsche novamente para defender seu título do Sprint no próximo dia 14 de março, quando a temporada da Porsche Cup começa para valer e os carros voltam a acelerar no Autódromo de Interlagos.
Confira o que disse o piloto sobre suas expectativas em defender seu título e sobre a temporada que comemora o décimo quinto aniversário da Porsche Cup no Brasil.

“Expectativas são as melhores! Sempre ficamos ansiosos antes da primeira etapa, por não saber os novos nomes que podem surgir. Como vamos iniciar o campeonato. A Porsche Cup é um campeonato “curto” por não termos tantas etapas, cada uma delas é muito importante para a classificação. Tive a estratégia de pensar no campeonato desde o começo, de sempre estar pontuando bem! Acabou que no final a constância me levou ao título que sempre sonhei e que me orgulho muito.”

“Muito feliz por estar na categoria mais uma vez, agradeço aos meus patrocinadores que fazem ser possível que eu esteja na categoria. espero fazer um bom ano, um bom início de temporada, com a cabeça no lugar. Mas não esquecendo que cada ponto é importante desde a primeira etapa. Vamos 100% já na primeira, vamos tentar fazer bons pontos para se manter vivo no campeonato desde o início, para no final poder ter a chance de estar disputando o título mais uma vez. Já estou ansioso para acelerar o “Porschão” de novo!”

Para conhecermos um pouco mais sobre quem guia o carro #544 preparamos algumas perguntas sobre vida pessoal, hobbies e histórias sobre o automobilismo que ficaram marcadas na memória do nosso campeão da Carrera Cup 4.0 Sprint series 2019. Confira!

1. Quem é seu ídolo no esporte?
M: Meu ídolo no esporte é o Ayrton Senna!

2. Qual a primeira lembrança que tem de uma corrida considerando qualquer categoria?
M: Com certeza minha última prova em Interlagos, etapa conjunta com a Fórmula 1, porque nunca imaginei que em tão pouco tempo alcançaria um título tão importante como o da categoria principal da Porsche. Foi muito gratificante, quase surreal! Essa foi realmente a corrida mais importante na minha carreira do automobilismo. E olha que é uma carreira curta ainda, comecei a correr de carro em 2015 com um golzinho nas etapas do RS. Em 2017 já era campeão da Challenge da Porsche e no meu segundo ano na categoria principal já me sagrei campeão! Foi muito gratificante.

3. O que sentiu quando acelerou o Porsche pela primeira vez?
M: Sensação indescritível né? Pra quem saiu de um golzinho bem mais fraco, de potência muito inferior. Pilotar um Porsche, de tração traseira, o primeiro carro de corrida com tração traseira que eu pilotei. A sensação é de que o carro era muito forte! Muito bom de curva, muito bom de freio. Com um horizonte muito bom de se trabalhar para poder virar volta perto do que os outros pilotos estavam virando. Gratificante ter uma evolução constante e rápida nesses carros da Porsche que são perfeitos!

4. Qual a corrida mais importante da carreira e por quê?
M: A última corrida de 2019, etapa conjunta com a F1 que marcou meu título na principal da Porsche.

5. Qual corrida sonha em ganhar?
M: Meu sonho é ganhar o tricampeonato esse ano! Já realizei dois sonhos na Porsche, esse é mais um deles!

6. Quantas temporadas correndo na Porsche Cup?
M: Estou correndo temporadas completas desde 2017, estou entrando na minha quarta temporada completa.

7. Por que escolheu este numeral para seu carro?
M: Participo de competições de motocross desde os meus 6 anos de idade, corri 15 anos e ganhei 11 títulos gaúchos e 6 brasileiros. Por uma regra no motocross, quando você entra na categoria precisa escolher um número alto, já que os números baixos estão ranqueados. Durante uma pré-temporada nos EUA vi uma moto que tinha o número #544 e achei super bonito. Desde então uso esse número para tudo. Virou quase que uma superstição.

8. Tem alguma superstição ou ritual antes das corridas?
M: Minha superstição é sempre usar o #544. Já meu ritual antes das corridas é ficar sozinho me concentrando, ouvindo uma música ou algo assim. Para poder mentalizar as voltas. No automobilismo você precisa ter muita constância andando no limite e isso exige muita concentração para não ter nenhum erro. Precisa ser muito constante andando na prova nos seus 110%.

9. Possui algum Hobby fora da pista?
M: Hoje meu antigo esporte se tornou meu hobby! Ainda tenho moto de motocross e tento andar umas duas vezes por mês com meus amigos que ainda competem na categoria. o Motocross me ajuda muito, precisa de muita concentração e preparo físico. Minha vida toda corri de moto, então era todo dia treinando na academia e na pista, isso me deu muita bagagem para entrar no automobilismo e ter bons resultados logo no início, mesmo sem a base de kart. Além do motocross eu também adoro pilotar avião, tenho habilitação e sempre que posso eu faço alguns passeios com o avião.

 

 

10. Como entrou para o automobilismo?
M: Depois de correr minha vida inteira de motocross. Por conta de algumas lesões e alguns motivos pessoais decidi deixar o motocross, mas isso deixou um vazio dentro de mim, de correr nos finais de semana, da pressão de uma etapa, pressão dos patrocinadores. E depois que parei de correr de moto eu senti que aquilo me fazia bem e comecei a sentir falta de algo que não estava fazendo mais. O automobilismo supriu essa falta que o motocross me fazia. E em pouco tempo já consegui um título gaúcho em 2015, em 2017 veio outro e ano passado o título da Carrera Cup.

11. Qual seu gênero musical favorito
M: Sou muito fã de música eletrônica, um cara que eu gosto muito é o Vintage Culture.

12. Pratica outros esportes? Quais?
M: Sim, gosto muito de andar de jet-ski de manobras, gosto de dar uns back-flips no verão, além claro do motocross. São os outros esportes que eu faço.

13. Qual a situação mais estranha que já viu em uma pista de corrida?
M: Situação mais estranha que eu passei na pista foi em 2017, tivemos uma quebra da ponta de eixo. Fui campeão na primeira bateria e na segunda quebrou a ponta de eixo e sai rodando em quarta marcha andando a 170 km/h, foi uma sensação parecida com cair da escada com a mão no bolso, você não tem nada que possa fazer e sem entender o que estava acontecendo. Graças a Deus não capotou, só girou várias vezes e parei na caixa de brita.

14. Tem algum apelido?
M: No motocross sempre me chamaram pelo sobrenome, Muller. Já no automobilismo alguns me chamam de Massa, não sei se por influência do Felipe Massa, do nome ser parecido.

15. Se pudesse escolher guiar qualquer Porsche de rua no dia a dia qual modelo ia escolher e por quê?
M: Eu escolheria o GT3 RS porque eu gosto muito de carro aspirado, um carro raiz. Então esse seria o carro da Porsche que eu escolheria para guiar no dia a dia.

 

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