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Zattar e Mesquita vencem

As etapas 7 e 8 do GT3 Cup Challenge Brasil, disputadas neste sábado (23 de julho) em Interlagos, foram as mais emocionantes do ano. Luís Zattar venceu a sétima etapa depois de 16 voltas disputando a liderança com Ricardo Baptista e Totó Porto, que terminaram em segundo e terceiro lugares. Na segunda corrida do dia, Otávio Mesquita conseguiu sua primeira vitória no automobilismo. Emocionado, chorou muito após receber a bandeirada, beijou e jogou champanhe em seu Porsche 911 GT3 Cup e dedicou sua vitória a Ayrton Senna, “um amigo que sempre me inspirou”.

Zattar, pole position, teve muito trabalho para vencer a primeira corrida do dia. Beto Posses, líder do campeonato, pressionou-o até rodar na entrada da curva do S na segunda volta, quando tentava assumir a liderança. Zattar passou então a sofrer a pressão de Totó Porto e Ricardo Baptista, que andavam muito próximos do líder. Porto chegou a assumir a liderança por duas vezes, mas na segunda, já nas últimas voltas, rodou na curva do Pinheirinho e caiu para terceiro lugar. Logo atrás, havia outra disputa pela quarta colocação entre Otávio Mesquita e Antonio Valle, que terminaram nesta ordem.

Na segunda corrida, que teve o grid de largada formado pelo resultado da primeira, Zattar e Baptista saíram na frente, com Otávio Mesquita vindo a seguir. Logo após a largada, Totó Porto caiu para último no “S do Senna”. Durante a corrida, recuperou posições até chegar ao sexto lugar. Mesquita ultrapassou Baptista e Zattar e assumiu a liderança logo nas primeiras voltas. Recebeu a bandeirada com dois segundos de vantagem sobre Posses, que superou quatro carros para chegar ao segundo lugar. Todos os pilotos que largaram receberam a bandeirada, e na mesma volta do vencedor.

Otávio Mesquita, 4º colocado na sétima etapa e vencedor da oitava: “Foi minha primeira vitória depois de ’76 anos’ de carreira!… Sabe ‘a primeira noite de um homem’? Estou me sentindo assim! É fantástico. Nas últimas quatro voltas eu comecei a me emocionar, e na última eu já estava chorando dentro do carro. Quando era pequeno, eu queria ser piloto de F 1 e apresentador de TV. Não consegui a primeira, mas consegui a segunda. Lembrei muito do Ayrton Senna, um amigo que sempre me serviu como inspiração. Dedico esta vitória a ele.”

Luís Zattar, vencedor da sétima etapa e 4º colocado na oitava: “É maravilhoso vencer uma corrida assim! Tive que disputar com três competidores de alto nível. Primeiro foi o Beto Posses, até ele rodar. Depois, o Totó me deu muito trabalho, e no finalzinho tive que tomar cuidado com o Baptista. Na segunda corrida, consegui sair na frente mas meus pneus estavam muito gastos. Mesmo assim, estou contente por mim e também pelo Otávio, que mereceu a vitória.”

Ricardo Baptista, 2º colocado na sétima etapa e 3º na oitava: “Acompanhei o Zattar e o Totó na primeira corrida e posso dizer que foi uma bela disputa. A segunda corrida foi tão boa quanto a primeira, tive trabalho o tempo todo com o Zattar, o Posses e o Valle. Consegui meus melhores resultados no GT3 Cup e isso me deixa muito contente, porque estou voltando a correr depois de dez anos afastado e ainda tenho o que evoluir.”

Beto Posses, 6º colocado na sétima etapa e 2º na oitava: “Na segunda volta da primeira corrida, tive uma pequena colisão ao tentar passar o Zattar e acabei rodando. Consegui recuperar algumas posições, mas corri preocupado porque depois da batida surgiu um barulho estranho na roda dianteira esquerda. A segunda corrida foi bem melhor para mim. Ainda pensei em tentar alcançar o Mesquita depois de assumir o segundo lugar, mas vi que seria muito difícil e tratei de garantir o resultado.”

Totó Porto, 3º colocado na sétima etapa e 6º na oitava: “Eu estava na liderança e tinha boas possibilidades de vencer se não tivesse rodado no Pinheirinho. Não posso culpar ninguém, foi erro meu. Pelo menos consegui voltar e terminar em terceiro na primeira corrida.”

GT3 Cup Challenge Brasil – Interlagos, 23 de julho de 2005

Resultado da sétima etapa:

1) Luís Zattar, 16 voltas em 28min02s546, média de 147,514 km/h
2) Ricardo Baptista, a 0s687
3) Totó Porto, a 1s312
4) Otávio Mesquita, a 4s524
5) Antônio Valle, a 7s594
6) Beto Posses, a 39s730
7) Marcos Moraes Barros, a 41s915
8) Marcel Visconde, a 45s454
9) Antonio Moraes, a 51s379
10) Ricardo Cosac, a 51s915
11) Charles Reed, a 1min07s523
12) Henry Visconde, a 1min28s528
13) Valter Rossete, a 6 voltas (pneu furado)
14) Omilton Visconde Jr., a 7 voltas (abandono voluntário)
Volta mais rápida: Totó Porto, 1min43s434

Resultado da oitava etapa

1) Otávio Mesquita, 16 voltas em 28min18s832, média de 146,099 km/h
2) Beto Posses, a 2s009
3) Ricardo Baptista, a 3s597
4) Luís Zattar, a 4s609
5) Antônio Valle, a 5s288
6) Totó Porto, a 8s665
7) Marcos Moraes Barros, a 11s259
8) Charles Reed, a 19s562
9) Marcel Visconde, a 40s915
10) Ricardo Cosac, a 51s063
11) Antonio Moraes, a 53s047
12) Omilton Visconde Jr., a 53s445
13) Valter Rossete, a 1min15s709
14) Henry Visconde, a 1min16s274
Volta mais rápida: Beto Posses, 1min44s427

Todos com Porsche 911 GT3 Cup equipados com pneus Yokohama.

Classificação do GT3 Cup Challenge Brasil após oito corridas: 1) Beto Posses, 106 pontos; 2) Luís Zattar, 104; 3) Otávio Mesquita, 77; 4) Ricardo Baptista, 72; 5) Marcel Visconde, 65; 6) Marcos Moraes Barros, 61; 7) Totó Porto, 58; 8) Charles Reed, 47; 9) Antônio Moraes, 31; 10) Antônio Valle, 29; 11) Omilton Visconde Jr. e Henry Visconde, 28; 13) José Guilherme Figueiroa, 25; 14) Ricardo Cosac, 12; 15) Válter Rossete, 6 pontos.

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