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Porsche Império GT3 Cup leva Rodrigo Baptista para seleção em programa de jovens pilotos na Alemanha

Vice-líder do campeonato de Sprint da classe Cup, jovem de 21 anos participou de dois dias de testes no Autódromo de Lausitzring de olho em vaga no Porsche Junior Programme


29/09/2017 - 17:39
Rodrigo Baptista (o terceiro da direita para a esquerda) esteve entre os nove pilotos que participaram dos testes na Alemanha

Quem disse que um piloto de automobilismo não precisa passar por uma espécie de vestibular? Vice-líder do campeonato de Sprint, da classe Cup, da Porsche Império GT3 Cup nesta temporada, Rodrigo Baptista vivenciou uma experiência única em sua carreira nos últimos dias: o competidor participou de um período de testes, no Autódromo de Lausitzring, na Alemanha. O objetivo: ser selecionado para o Porsche Junior Programme, um programa de desenvolvimento de jovens pilotos da montadora alemã.

O escolhido para participar será anunciado nas próximas semanas. Além de entrar no Porsche Junior Programme, o jovem vai receber 225 mil euros (cerca de R$ 844 mil) para participar da Porsche Supercup, uma das categorias de suporte da F1 na Europa. Se não bastasse, o competidor terá todo o apoio da Porsche, com monitoramento de pilotagem, treinamentos físicos e psicológicos e um trabalho de como se portar durante entrevistas e eventos.

Aos 21 anos, Rodrigo foi selecionado justamente por participar da temporada do campeonato da Porsche no Brasil. Somado ao grande talento, logicamente, essa era a única exigência para participar da seletiva. Ao lado dele, estavam outros oito pilotos de diversos países, como Itália (Riccardo Pera e Alessio Rovera), Austrália (Dylan O’Keeffe), Suécia (Philip Morin), Estados Unidos (Jake Eidson), Irlanda (Charlie Eastwood), Nova Zelândia (Will Bamber) e França (Julien Andlauer). Todos têm entre 18 e 23 anos.

“Nunca tinha participado de nada parecido com isso. Foi uma ocasião especial. Estavam os nove melhores pilotos dos campeonatos da Porsche pelo mundo lá, e somente um ganha. Então, estava todo mundo dando seu máximo, acelerando o máximo que podia. É a primeira vez que participo de algo assim. Independentemente do resultado, já posso contar como uma vitória só o fato de ter participado”, avaliou o brasileiro.

Rodrigo e os demais pilotos participaram de um período de dois dias de testes. No primeiro, fizeram algumas sessões de treinos, até mesmo para reconhecer a pista e o carro, afinal, eles andaram com o novo modelo da Porsche 911 GT3 Cup. Já na segunda atividade, os competidores realizaram sessões de simulação de qualificatórios e corridas. Eram três carros para serem divididos pelos jovens. O curioso é que nenhum participante tinha o conhecimento das melhores marcas dos adversários.

“Eles nem tocavam no assunto, não dava para saber se alguém estava indo bem ou mal. Eu só tinha direito a ver a minha volta na telemetria comparada ao giro do piloto referência, que era da Porsche. Não tinha muito com o que comparar. Acho que andei bem. Não sei dizer se fui o melhor ou o pior, mas tive um bom ritmo. Agora, só vou saber quando sair o resultado mesmo”, explicou o competidor do Brasil.

Os pilotos foram avaliados não apenas pela velocidade dentro da pista, mas também pela habilidade de trabalharem com os mecânicos da Porsche, passando as impressões do carro, da telemetria e da pista.

“Mais uma vez, tivemos pilotos muito talentosos. Estou impressionado como as competições locais têm desenvolvido um papel muito importante e nos mandando jovens de muita qualidade”, afirmou Jennifer Biela-Moll, chefe do Porsche Motorsport Junior Programme.

Após os dois dias focados nas atividades na Europa, Rodrigo agora volta a pensar no campeonato da Porsche Império GT3 Cup. No dia 7 de outubro, ele vai disputar a etapa de Goiânia (GO), a segunda do campeonato de Endurance. Já em novembro, tem a corrida final de Sprint, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP), com o foco total em buscar o título.

“Foi uma experiência muito boa. Não sei se isso vai mudar algo em relação ao campeonato no Brasil, mas é sempre bom ter mais horas de pista, sempre ajuda um pouco. Foi totalmente diferente, é completamente diferente de disputar um campeonato todo. Foi algo bem mais intenso e acima do que eu esperava. Não achava que fosse tão competitivo”, finalizou.

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