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Agora na Challenge, Hellmeister busca 2º título Endurance

Logo no primeiro ano com o campeonato de longa duração na Porsche Império GT3 Cup, Alan Hellmeister foi campeão. Isso sem vencer qualquer corrida (e com três companheiros diferentes). Em 2017, na Challenge, acumula uma vitória e um quinto lugar em dupla com Luca Seripieri.


01/12/2017 - 19:45
Com o triunfo em Goiânia e o quinto lugar obtido na abertura do campeonato no Velo Città, em Mogi Guaçu-SP, o piloto acredita que a constância realmente pode fazer a diferença na luta pelo título.

Um especialista em provas de longa duração da Porsche Império GT3 Cup. Melhor maneira não há para definir Alan Hellmeister. Afinal, o campeão da primeira temporada da Endurance Series na classe Cup está perto de colocar mais uma taça em sua galeria um ano depois da inédita conquista. Só que dessa vez, a luta é pelo título na Challenge.

Coach de Adalberto Baptista e de Luca Seripieri, Hellmeister tem disputado o campeonato de longa duração ao lado do segundo pupilo. E os resultados até agora estão saindo melhor do que o esperado. Afinal, depois de duas provas, estão na liderança da competição, com um ponto de vantagem para Marcus Peres e Lucas Peres (53 a 52). Vale lembrar que eles venceram a última etapa, nos 300km de Goiânia-GO.

“Estamos muito bem, é nítida nossa evolução. Já venho trabalhando com o Luca desde o ano passado. Mas querendo ou não, trabalhar junto é uma coisa, correr é outra. Precisamos de um tempo para se encontrar, entender o ritmo, ver o quanto cada um gasta do carro e ter essa sincronia, não só como coach. Na primeira etapa, tivemos alguns incidentes, mas foi uma corrida que já deixou claro que tínhamos um bom ritmo e condições de disputar o campeonato.

Infelizmente, não conseguimos o resultado esperado. A segunda prova foi muito melhor. Não tínhamos o mesmo ritmo da primeira, mas conseguimos concluir melhor nosso trabalho. Por isso, conseguimos sair com a vitória e a liderança do campeonato. Em um campeonato desse, com três etapas apenas, o importante é você ter constância. Nessas duas primeiras etapas, conseguimos ficar no pódio e é nessa linha que a gente vem para a última”, afirmou Hellmeister.

Com o triunfo em Goiânia e o quinto lugar obtido na abertura do campeonato no Velo Città, em Mogi Guaçu-SP, o piloto acredita que a constância realmente pode fazer a diferença na luta pelo título. Foi isso, aliás, que o levou à conquista da Endurance Series na classe Cup na temporada passada.

Logo no primeiro ano com o campeonato de longa duração na Porsche Império GT3 Cup, Alan Hellmeister foi campeão. Isso sem vencer qualquer corrida (e com três companheiros diferentes). Foram duas terceiras colocações (com Ricardo Zonta, em São Paulo, e Beto Valério, em Goiânia) e um segundo lugar (com Nelsinho Piquet, no encerramento da competição, em São Paulo).

“O segredo é ter constância, sem dúvida alguma. Precisa andar com força e bem. Diferentemente de outros campeonatos longos, quando você precisa preservar, a Porsche tem um carro extremamente resistente. Essas provas de 300km e 500km são relativamente curtas pela qualidade do carro que temos hoje em dia. Então, você anda em nível máximo, 100% o tempo todo. Temos de andar bem, com força, tirando tudo do carro e de nós mesmos. O mais importante é trazer o carro para casa. Em três etapas, a gente não pode ter uma falha, uma batida, ficar fora. O mais importante é constância e força o tempo todo”, declarou o piloto.

Confira um bate-bola com Alan Hellmeister:

1- Como vai ser a tática para essa prova mais longa do campeonato, de 500km?
“Não posso contar muito, é um segredo. O que posso adiantar é que vamos nos manter como uma dupla, sem um piloto novo para fazer um trio. Vamos manter nosso chefe de equipe também, que está fazendo um grande trabalho. Ele me ajudou no ano passado na conquista do título e foi uma peça fundamental. É um cara que já trabalhou com a gente nas duas primeiras etapas. No mais, é isso que posso falar”

2- Ano passado, você conquistou o título da Endurance Series, mas na categoria Cup. Como foi ser o primeiro campeão do campeonato de longa duração?
“Foi muito bom. Não imaginava isso no ano passado, tinham outros pilotos da Stock Car disputando, muito mais na ativa do que eu mesmo. Mas foi perfeito. Tenho muito a agradecer por toda a confiança que me deram, principalmente, ao Beto Leite. Foi ele o meu patrocinador. Ano passado, ele acreditou em mim, me chamou para guiar com grandes pilotos, me colocou nas três etapas. Esperava ir bem, mas não contava com o campeonato. Sem dúvida alguma, eu devo isso ao Beto Leite. Foi total dele a confiança”

3- Ano passado, você disputou o campeonato na classe Cup, mas agora está na Challenge. Qual o motivo da mudança? Quais são as principais diferenças?
“As principais diferenças estão no carro. A Cup usa um carro mais moderno, com um câmbio diferente. Esse câmbio exige muito mais da parte física e de concentração. Esse é o motivo pelo qual, quando você começa a cansar, você não o usa da maneira correta e pode ocasionar algum problema. Também tem uma diferença nas duplas. Antigamente, tínhamos uma diferença maior na qualidade das parcerias. Atualmente, temos grandes duplas e grandes pilotos, em um alto nível do campeonato. Minha principal mudança não é nada mais do que apostar e dar um voto de confiança para o Luca, com quem já venho trabalhando. Ano passado, ele começou praticamente no fim do ano. Eu também, obviamente, já tinha um compromisso com o Beto Leite. Mas nada mais justo, por ser o coach do Luca, do que corrermos juntos. É uma forma de passar mais experiência para ele. Isso foi o que me motivou a correr na Challenge neste ano”

4- Quais seus planos para 2018? Essa é a segunda vez que você disputa a Endurance Series da Porsche. Pretende disputar o campeonato de Sprint também?
“O campeonato de Sprint seria um sonho participar, assim como é um sonho realizado disputar a competição de Endurance. Mas dificilmente deve acontecer. Tenho meu trabalho muito certo dentro de mim, trabalho como coach e, sempre que possível, vou atender e correr, que é minha paixão. Tenho dois pilotos com quem trabalho hoje em dia: o Adalberto Baptista e o Luca. Meus planos seguem os mesmos, que é trabalhar com eles. Eles têm a ideia de seguir na categoria, que é a melhor do Brasil nesse formato. Sobre a Endurance Series, não sei. É cedo para falar. Vamos começar a pensar nisso por volta de janeiro. Na Sprint, vou continuar com meus dois pilotos nesse trabalho de evolução”

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